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Claude + Magnific: o combo que encurtou minha semana

Claude + Magnific: o combo que encurtou minha semana

Briefing chega numa quinta, cinco da tarde. Convenção de fim de ano, o cliente quer “algo diferente” e a apresentação é segunda de manhã. Quem trabalha com eventos conhece essa cena de cor.

Antes, isso significava fim de semana perdido. Sexta garimpando referência no Pinterest e no Behance. Sábado montando moodboard no braço, redimensionando imagem, reescrevendo texto de conceito. Domingo ajustando slide.

Hoje o fluxo é outro. Uso duas ferramentas juntas: o Claude pra pensar e o Magnific pra dar cara ao pensamento.

Onde entra o Claude

Jogo o briefing lá dentro e peço três coisas.

Primeira: o que está faltando. Todo briefing chega incompleto, e descobrir isso na segunda-feira, na frente do cliente, é o pior cenário possível. O Claude devolve a lista de perguntas que eu deveria fazer antes de criar qualquer coisa.

Segunda: territórios criativos. Três caminhos distintos, cada um com nome de conceito, justificativa e o que aquilo vira em cenografia.

Terceira: o texto de venda de cada conceito, já no tom que eu uso com cliente.

Um detalhe que fez diferença: criei skills. São instruções fixas que ele segue toda vez, no meu formato, com o meu jeito de estruturar proposta. Não preciso explicar do zero a cada projeto.

Onde entra o Magnific

A parte visual. Referência boa de estande quase sempre vem em resolução ruim, e apresentar imagem pixelada em telão queima o filme. O Magnific faz upscale e resolve.

Ele também gera imagem a partir do conceito. Aprovado o território no Claude, eu gero variações de keyvision, testo paleta, expando uma imagem vertical pra caber no 16:9 do slide, tiro fundo quando preciso isolar um elemento.

O pulo do gato

As duas coisas conversam. O Claude escreve o prompt do Magnific com base no conceito que eu escolhi. Descreve cena, luz, materiais, atmosfera. Eu reviso, rodo, seleciono o que presta.

Isso parece detalhe bobo. Não é. Prompt bem escrito é metade do resultado numa ferramenta de imagem, e escrever prompt bom dá trabalho.

O ganho real

O que levava um fim de semana sai numa tarde.

Não porque a máquina cria por mim. Porque ela elimina a parte burra do processo: caçar referência por horas, redimensionar arquivo, reescrever o mesmo parágrafo de conceito pela quinta vez. Sobra tempo pra parte que importa, que é decidir.

E decidir continua sendo problema meu. Escolher o conceito certo, saber o que aquele cliente específico vai comprar, farejar o clichê antes que ele entre na apresentação. Nenhuma ferramenta faz isso. Ainda bem.

Na próxima quinta às cinco da tarde, quando o briefing cair, eu não vou suspirar. Vou abrir duas abas.

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