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IA generativa em renders de live marketing: testei em um projeto real

IA generativa em renders de live marketing: testei em um projeto real

Todo projeto de cenografia passa pelo mesmo gargalo antes de sair do papel: o render. É a peça que decide se o cliente enxerga a ideia como algo real ou como um desenho técnico bonito. E por muito tempo, essa etapa teve um teto de qualidade definido pelo tempo e pelo orçamento disponíveis pra 3D.

Resolvi testar até onde a IA generativa consegue empurrar esse teto. Usei um projeto de verdade, não um exemplo genérico.

O teste

Peguei o render original de uma ativação institucional, feita no ano passado, e regerei metade da imagem com IA. A outra metade ficou como estava: o render “cru” que normalmente sai da nossa mesa de 3D.

A regra que impus foi simples: zero elementos novos. Mesma composição, mesmo posicionamento de marca, mesma mensagem, mesma estrutura. A IA não podia inventar nada que não estivesse no projeto original. Só podia melhorar como aquilo era percebido.

O que mudou, então, foi luz, textura, profundidade e a presença humana na cena. Detalhes que, num render tradicional, ficam simplificados porque custam tempo de renderização e ajuste manual.

O que o resultado mostra

Lado a lado, a diferença não está no conceito. Está em quanto tempo o cliente leva pra confiar que aquele espaço vai existir de verdade. O render tradicional comunica intenção. A versão regenerada comunica presença.

Isso importa especialmente em live marketing, onde a gente vende uma experiência que ainda não existe fisicamente. O cliente aprova algo que só vai ver pronto no dia da montagem. Qualquer gap entre a promessa visual e a realidade vira risco de aprovação, de expectativa, de confiança.

O que isso não é

Vale reforçar o que esse teste não prova. Não é sobre terceirizar direção de arte pra uma ferramenta. A composição, a hierarquia de marca, a escolha de materiais e a leitura do briefing continuam sendo decisão humana, da equipe criativa, não do modelo de IA.

O que a IA generativa fez aqui foi encurtar a distância entre a decisão criativa e a forma como ela é comunicada antes de virar obra. Não substitui quem desenha a experiência. Substitui a régua de como mostramos pro cliente o que ele está prestes a aprovar.

Pra quem trabalha com apresentação de projetos

Se sua entrega ainda depende de renders “quase foto” feitos manualmente, vale testar esse fluxo em um projeto antigo, como fiz aqui. O ganho não é estético por vanidade. É redução real do gap entre ideia e decisão do cliente.

O teste completo, lado a lado, está no meu portfólio.

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